“Gleisi está ajudando a trazer muitos recursos federais para Curitiba, como os do PAC. Mas esses grandes valores não estão sendo bem aproveitados pela atual gestão da prefeitura”, disse Fruet ontem, durante o lançamento de uma candidatura de vereador do PT. O mesmo Fruet afirmou, em 10 de dezembro de 2010, que “o PAC sustentou o discurso oficial no governo Lula e foi à âncora da campanha da nova presidente. Mas a realidade mostra que é um estelionato”. Uma veterana raposa política tomou conhecimento da manifestação de Fruet a favor do PAC e observou que o ex-deputado se tornou, como seu novo patrono, Lula, uma metamorfose ambulante, daquelas nega hoje o que afirmava ontem.O eleitor vai ter que se perguntar em qual Fruet está votando. No fiscal implacável da ética ou no homem que promove jantares com Zé Dirceu.
Em Brasília tem gente achando que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi cruel ao citar o sambista Chico Buarque, notório simpatizante do PT, para encerrar seu libelo contra a quadrilha do mensalão. Segundo o procurador, a ação da gangue comandada por Zé Dirceu é perfeitamente descrita nos versos do samba “Vai Passar”:
“Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações”
A revista Ideias conta, em edição de 2011, quem veio jantar com Fruet: Na terça-feira, 13, o ex-deputado Gustavo Fruet jantou com os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). O encontro foi admitido pelo próprio Fruet a jornalistas. Discreto, ele preferiu não mencionar a presença de José Dirceu no regabofe. Fruet fez questão da presença do ex-ministro porque sabe que é quem realmente dá as cartas no PT e têm condições de honrar os pactos políticos firmados com os petistas. Só na quarta-feira, 14, Fruet manteve contato com o ex-senador Osmar Dias cacique do PDT, um dos partidos em que o ex-tucano pode se abrigar para disputar a prefeitura de Curitiba. O pouco caso de Fruet com Osmar não é acidental. Fruet tem noção exata de que o ex-senador é hoje um mero empregado do PT e que a decisão final sobre seu destino político está nas mãos de seus companheiros de jantar da terça-feira.
Quem chamou a atenção no debate foi Luciano Ducci, pelo belo clareamento nos dentes. Mas Gustavo Fruet também deu um trato na dentição. Facetas e outros procedimentos preencheram espaços e alinharam a cremalheira. No cartaz de campanha, os procedimentos estéticos foram além. A calva foi escondida por um corte estratégico na foto e as orelhas ficaram bem mais coladas a cabeça.
Duas versões para um bota-fora: Ricardo Barros mandou noticiar que estava se licenciando da secretaria da Indústria, Comércio e Mercosul para poder “se lançar de cabeça nas campanhas de Maringá e Londrina”, na condição de presidente do PP. Já a Gazeta do Povo traz outra versão para a inevitável saída do denunciado secretário, ainda sujeito à prisão cautelar pedida pelo MP: Segundo o governador, Barros aproveita o período para também cuidar da defesa contra as denúncias feitas recentemente. “Eu falei das necessidades e das razões e ele prontamente entendeu. Já estava disposto a se licenciar para cuidar da campanha eleitoral e agora está sendo afastado por 90 dias”. Ontem à tarde, no Iguaçu, comentava-se que era impossível a manutenção de Barros no governo. A aposta é que ele não volta mais.
Ratinho Júnior surpreendeu a população do Bairro Alto lutando capoeira na rua junto com a Associação de Capoeira Arte e Raça, do mestre Emílio. “Foi uma homenagem aos capoeiristas que estavam presentes no nosso evento. A capoeira é um instrumento muito importante para dar uma opção para as crianças e tira-las das ruas”, disse Ratinho Junior. “Eu só tenho que agradecer a todo o apoio que estamos recebendo da população. Inclusive, é muito grande a participação de pessoas que não fazem parte da campanha, mas se identificam com o nosso projeto e vão até as reuniões para nos apoiar. Isso reflete o sentimento de renovação que estamos vendo todos os dias nas ruas”. Ratinho Junior vai continuar fazendo um trabalho intenso nos bairros”.
Gleisi Hoffmann foi direta: a prefeitura de Curitiba não se utiliza dos recursos que o governo federal põe à disposição. Segundo o candidato e a ministra, “O candidato a prefeito e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, destacaram nesta sexta-feira (3) que a atual administração da Prefeitura de Curitiba não está conseguindo aproveitar plenamente os recursos que estão sendo repassados pelo Governo Federal para a cidade”, diz um release de campanha. E lá vem promessa: “Mas para que esses recursos destinados a Curitiba alcancem os resultados desejados, precisamos de administradores com compromisso com a população, como o Gustavo e a Mirian. Eles têm um projeto de mudança e vão renovar a prefeitura da capital. Com eles, os programas do governo federal para a cidade terão mais efeito e o povo curitibano vai viver melhor”, garante Gleisi. Foi na inauguração do comitê de Roseli Isidoro, presidente do PT local.