A aliança de Luiz Inácio da Silva com o enrolado Paulo Salim Maluf, para turbinar a campanha do petista Fernando Haddad à prefeitura São Paulo, está provocando, na militância do PT, um impacto negativo e constrangimento que pode ser comparado ao da assinatura do pacto Molotov-Ribbentrop (entre Stalin e Hitler), em 1939. A lambança ideológica cometida pelo excesso de pragmatismo (para não dizer oportunismo sem limites) de Lula, que fez com que Luiz Erundina desistisse de ser candidata a vice na chapa de Haddad, preocupa até mesmo os aliados do Partido dos Trabalhadores fora de São Paulo.
Um dos que não desejam se envolver no imbróglio é o ex-deputado federal Gustavo Fruet, que também acaba de selar aliança menos complicada com o PT paranaense. Candidato à prefeitura de Curitiba, Fruet rebate com o popular “me incluam fora dessa” quando questionado sobre o assunto.
Andressa Mendonça, companheira de Carlinhos Cachoeira, insiste para que ele “conte tudo”, envolvendo, supostamente, figuras que participariam do governo Dilma Rousseff. Ela não entende por que ele “tem de pagar o pato sozinho”, quando tantas pessoas teriam se utilizado do esquema. Antigos advogados de Cachoeira é que deverão fazer sua defesa – e igualmente de Andressa. Mais: em alguns círculos jurídicos bem informados, além de todos os motivos já expostos por Márcio Thomaz Bastos e dos 11 pedidos de habeas corpus negados, há um fator especial para que o ex-ministro da Justiça tenha renunciado. Dos anunciados R$ 15 milhões de honorários, Marcio teria recebido mesmo apenas R$ 2 milhões. Contudo, há um contrato assinado entre cliente e ex-defensor.
A juíza Mariana Fowler Gusso, da 4ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu a licitação para compra de equipamentos fixos de monitoramento de tráfego em tempo real (radares e barreiras eletrônicas). A juíza acatou pedido de liminar da empresa Fiscal Tecnologia e Automação Ltda, que questiona a realização de mais de um teste durante a fase de avaliação dos equipamentos apresentados pelas participantes do processo licitatório.A licitação, iniciada em 31 de janeiro passado, nos termos do edital nº 082/2011, prevê uma fase de avaliação de amostras dos equipamentos a fim de se aferir o pleno cumprimento dos requisitos exigidos, sendo permitida à Comissão de Licitação realizar tantos testes quanto necessários para analisar a regularidade do objeto licitado.
“Até o momento não houve aprovação ou reprovação de qualquer equipamento avaliado. No primeiro teste, os técnicos do Município verificaram todos os critérios para aceitação, conforme estabelecido em edital, entendendo ser conveniente a realização de testes em outra via com fluxo de veículos diferente”, explica a procuradora-geral do Município, Claudine Bettes.
“Com a instalação dessa unidade (4ª UPS na CIC), vamos devolver a região para os moradores de bem e assegurar aos cidadãos dos bairros atendidos acesso a serviços e equipamentos públicos, em parceria com a prefeitura“. - Beto Richa
Nem demissão nem saída pela janela ou porta dos fundos, a opção Ricardo Barros foi o manjado pedido de férias da secretaria da Indústria e Comércio. Quem informa é o blog do Fabio Campana: “Ricardo Barros não se licenciou do cargo de secretário de Indústria e Comércio do Paraná, conforme anunciaram fontes ligadas ao próprio governo. Ele só declarou que vai tirar férias para se dedicar integralmente à campanha eleitoral em Maringá. Isso lá pelo més de setembro“.Se volta ao cargo, são outros quinhentos. Tudo depende da decisão do desembargador Rotoli de Macedo: aceita ou não a denúncia 1818 páginas do MP. Se o desembargador endurecer, Barros corre o riso de ser preso, como querem os promotores.
Em reunião com moradores do Bairro Novo e funcionários da fábrica de equipamentos para cozinhas industriais Multicoifas, o candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB, Rafael Greca, disse que pretende criar um plano de zoneamento urbano na cidade para a instalação de barracões industriais de reciclagem. A ação pretende setorizar a indústria da reciclagem, em cada uma das regionais da capital paranaense, evitando, assim, o funcionamento dos hangares de separação e destinação de lixo em áreas urbanas, próximos de casas e do comércio popular. “Os barracões de reciclagem pedem uma área menos urbanizada e não podem funcionar no meio dos bairros, próximo às residências das pessoas e ao comércio por uma questão de higiene e saúde pública. Por isso, vamos criar um zoneamento urbano para o setor da indústria da reciclagem em cada regional do município”, destacou Greca. (Asssessoria)
Por Cesar Maia, blog
1. Chávez, Cristina, Dilma e Mujica se reuniram em Brasília num ato “double face”. Numa face um ato político que cria um bloco de esquerda na América Latina, incorporando à ALBA – grupo bolivariano – a Argentina, Brasil e Uruguai, através da Venezuela como cabeça de ponte. E reforçam –é verdade- a candidatura presidencial de Chávez, que ganha o oxigênio que vinha perdendo. Nesse sentido, se irmanam, tendo Marx –o Karl- como referência.
Antes de entrar no PDT e decidir concorrer à prefeitura, Gustavo Fruet foi ouvir o mensaleiro José Dirceu, no mocó do Nahun Plaza, muito frequentado pelos poderosos de Brasília. A revelação está numa edição da revista Ideias: O ex-deputado Gustavo Fruet conseguiu agendar um encontro com o poderoso ex-ministro José Dirceu no 20º andar do Hotel Nahun Plaza em Brasília. Esse encontro é considerado decisivo para a filiação de Fruet ao PDT e virá com a garantia que sua candidatura terá o apoio do PT já no primeiro turno.Considerado como o homem que faz chover no PT, dono do poder real da máquina partidária, dependia das bênçãos de Dirceu o acerto para que o ex-deputado tucano migrasse para o PDT onde deve passar a contar com um aliança forte já no primeiro turno, que incluirá o PT. Dirceu dará garantias a Fruet que as candidaturas próprias do PT em Curitiba (Vanhoni, Veneri e Dr. Rosinha) serão anuladas e que poderá contar, já no primeiro turno, com o apoio da máquina federal, do apoio pessoal de Dilma e de Lula“. Dito e feito
Quem esteve na tarde de segunda no comitê da Saldanha da Gama do Ratinho Jr. encontrou gente de todas as tribos. Tinha tucanos, petistas – estes em maior número – peemedebistas – o coordenador Renato Adur é do PMDB – funcionários graduados do governo e prefeitura. Tinha tanta gente que Adur teve de despachar em uma mesa colocada num corredor. Veterano de tantas outras campanhas, vitoriosas ou não, matreiro como homem de Pitanga, o ex-deputado e secretário do governo Requião, Renato Adur custuma usar um expressão de Leonel Brizola – fundador do partido de Fruet, PDT – segundo a qual quando o pessoal de outras bandas “se costeiam no alambrado” é indicativo seguro de que as coisas vão indo bem.
Como afastar um secretário em sendo ele também presidente de um partido da base aliada? A presidente Dilma já de viu diante dessa situação. por exemplo, com Carlos Lupi, presidente do PDT. A desfecho do caso Ricardo Barros deverá se dar com a decisão do desembargador Rotoli Macado, mandando ou não processar o secretário da Indústria e Comércio. Há um pedido de prisão cautelar também pendente. Ricardo Barros sofreu a primeira derrota ao ver negado habeas corpus pedindo o trancamento do processo. O desembargador entendeu que as denúncias (são quase duas mil páginas) demandam exame mais apurado. Enquanto isso, Ricardo Barros passou a investir contra o MP. Ele acusa os promotores de uma sórdida perseguição que vem de longe. A corporação reagiu em defesa de seus membros. Briga feia, que vai exigir muita cautela do governador Beto Richa, ainda mais que estão jogo as eleições em Maringá e Londrina, onde o PSDB apoia os candidatos do PP. A melhor saía para o imbróglio e a menos traumática seria Barros colocar o cargo à disposição do governador. Antes que tenha de sair do governo pela porta do fundo – ou, pela janela, como o fez ao deixar a prefeitura de Maringá.


