Os poderosos cinco ministros de Dilma encarregados do projeto 2914 têm também a missão de montar o seu próprio PT e de afastar a presidente da órbita de Lula. Segundo a revista Veja, são todos petistas histórico e dois deles já eram ministros de Lula: Paulo Bernardo e Alexandre Padilha. Os outros três são Gleisi Hoffmann, Aloízio Mercadante e Alexandre Padilha. Na avaliação dos novos companheiros de Dilma, é de que Lula não tentará voltar à presidência. Além dos problemas de saúde, o ex-presidente teria perdido parte da influência que tinha junto ao eleitorado, engolido por Dilma, segundo levantamento do Datafolha. Os cinco de Dilma temem que o mensalão traga mais desgastes a Lula e ao PT identificado com ele e José Dirceu. Defendem que Dilma deve montar o seu próprio PT e buscar um novo mandato. Isto é, rei morto, viva o novo rei, ops, rainha. Em Curitiba, Paulo Bernardo pavimenta o caminho para a mulher, Glesi, chegar ao Iguaçu. Consta que o casal está disponível tanto pra Fruet como para Ratinho Jr.
Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come. É a situação a ser vivida por Gustavo Fruet com o julgamento em breve do mensalão. Pode passar de detrator à cúmplice, dependendo do juízo dos onze ministros do Supremo. Absolvidos os petistas, o então deputado oposicionista terá acusado pessoas inocentes de práticas condenáveis. Condenados, Fruet será visto como aquele que mudou de lado e se aliou aos malfeitores que execrava ontem. “Não sou juiz e não sei qual deve ser a sentença. O que sei é que, se houver algo a ser corrigido, e for, será um marco histórico”, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas páginas amarelas da Veja. E sentencia: “Política requer que se tome partido, que se tome posição. Tem de dizer se está certo ou se está errado. A política é valorativa”.