Desde os anos 70 do século passado envolvido em eleições, o sempre bem humorado advogado Ricardo MacDonal desenvolveu uma intrigante teoria: em período eleitoral eleva-se o número de loucos. Estatisticamente, segundo o IBGE, 6/7% da população são de loucos, só uma minoria recolhida em hospitais especializados, como orienta a moderna medicina. McDonald calcula que esse índice aumenta ao menos 30%, pelo que tem observado. Nos comitês e nas manifestações em bairros, parece que todo mundo ficou louco. Conta que o que tem de gente surgindo com propostas, pedidos os mais diversos e ideias para o plano de governo não está no gibi.“Coisa de louco”, diz, repetindo o bordão do Jô Soares.. Fora aqueles que se dispõem a concorrer a um mandato eletivo e os envolvidos nas campanhas. A propósito, o coordenador da campanha de Gustavo Fruet é Gerson Guelmann. Irresistível gozador, ele mesmo um louco por eleições. Ou ensandecido pela democracia, como diria Tancredo Neves. (Post revisado às 10h46)
Afinal, onde nasceu Rubens Bueno, o vice de Luciano Ducci. A jornalista Roseli Abrão foi pesquisar e deu ele como natural de Sertanópolis (23 de maio de 1948): - Nas informações repassadas à Justiça Eleitoral, Rubens Bueno aponta Curitiba como a cidade onde nasceu, mas no seu site oficial, que traz informações sobre suas atividades na Câmara Federal, o local de nascimento é Sertanópolis, cidade Norte do Estado”. Sabe-se, contudo, que seu reduto eleitoral é Campo Mourão, onde foi prefeito e até hoje chefe político. Antes de Campo Mourão, tentou ser prefeito de Peabirú. Aliado de Alvaro Dias, com quem está rompido, Bueno ocupou vários cargos, foi deputado estadual. Tentou ser governador duas vezes (na última eleição, em 2006, ficou em 4ºlugar, com 8% dos votos) e prefeito de Curitiba, em 2002.
Com a posse, no sábado, da enfermeira Maria Goreti se encerra a longa dinastia da família Derosso na Câmara de Vereadores. Durante quase a metade de um século, o pai, João, e o filho João Claudio, foram personagens importantes naquele espaço. O filho mais que o pai, teve uma passagem marcante. Durante 15 anos comandou a Casa. Hoje vive às voltas com a Justiça pelos escândalos que patrocinou. Loteou com familiares e amigos postos importantes e bem remunerados. Sua segunda mulher foi obsequiada com uma conta publicitária milionária, infringindo a todas às boas normas da administração pública. João Claudio montou uma bancada poderosa, alimentada por grandes interesses externos, à qual sucumbia o poder executivo. João Claudio sai do noticiário político para o policial, se depender do Ministério Público. Não estará só: a quadrilha que formou não é pequena. Extrapola a Câmara, tem ramificações no executivo e junto a grandes fornecedores.
“As informações veiculadas em nota pela revista Veja não são verdadeiras. No entanto, o que mais me preocupada é a falta de sensibilidade de alguns comunicadores em tentar, de forma infrutífera, abalar uma relação entre pai e filha, a qual jamais será dissuadida, independentemente de fator político, ou não. Portanto, registro para a sociedade curitibana que, acima de qualquer fator, o principal é ser filha de um grande homem, de um grande político. Isso, sim, é importante para mim, e sempre estaremos juntos“. – Renata Bueno
- Apenas uma nota fantasiosa e maledicente, que sequer pode ser considerada. Nenhuma pretensa informação ali contida é verdade“. Renato Bueno contra-ataca a revista Veja da semana. O que “Traição em família” tem mais de terível é o título não o conteúdo da nota. O relato do pai, Rubens Bueno, que passou a perna na filha que sonhava ser candidata à prefeitura de Curitiba e acabou negociando o apoio do PPS a Luciano Ducci, cabendo a ele a vice e outra vantagens aos parceiros, não chegaria ao grande eleitorado não fosse a capacidade da guerrilha eleitoral de disseminar a informação. Poucos leem a revista, mas ela forneceu munição para alimentar a rede social, arma poderosa dos que sabem transformar o uso dela em artefato de alto poder destrutivo. Há uma crença que a notícia que vem de fora traz a credibilidade que falta às publicações locais.Blog da Roseli Abrão/ Os pontos fracos de cada um
O jornal “O Globo” traçou um perfil dos principais candidatos a prefeito nas Capitais, destacando o “ponto fraco” de cada um. Em relação a Curitiba, o jornal avalia que o prefeito Luciano Ducci, do PSB,tem como “pontos fracos de sua candidatura as ligações com o ex-presidente da Câmara de Vereadores João Cláudio Derosso, apontado como candidato a vice antes de ser envolvido em denúncias de corrupção; a falta de médicos nos postos de saúde; e o pouco carisma do candidato”.
Em relação a Gustavo Fruet, do PDT, o ponto fraco, segundo o jornal, e que é mais apontado por seus adversários “é a aliança com o PT, partido que criticava duramente quando era deputado federal pelo PSDB, além do fato de nunca ter disputado uma eleição majoritária. Outro problema é que está sem mandato há um ano e meio”.
O ponto fraco de Ratinho Júnior, do PSC, apontado pelo “O Globo”, é sua “inexperiência em administração.
Já em relação a Rafael Greca, do PMDB, o jornal aponta como pontos fracos sua “provável desvantagem financeira em relação aos adversários, o fato de ter trocado de grupo político, aliando-se a Roberto Requião no PMDB, e a falta de união no partido”.
Blog do Angelo Rigon, Maringá/Caso Ricardo Barros
O programa “Jogo do Poder”, apresentado pelo advogado Luiz Carlos da Rocha na CNT, entrevistou na noite de ontem Bruno Lopes e Murilo Hildalgo, especialistas em pesquisas eleitorais. Um dos assuntos tratados foi que repercussão teria a possível prisão do secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, o maringaense Ricardo Barros, flagrado em conversas arrepiantes e nada republicanas pelo Gaeco. Barros é o mentor e coordenador-geral da candidatura de Carlos Roberto Pupin à Prefeitura de Maringá pelo PP e apoiador de outras candidaturas do mesmo partido no Paraná.


