Bolinho da sorte

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Luciano Ducci fingiu-se de morto para eenterrar o coveiro. Ao final das convenções, construiu uma aliança de 15 partidos e o maior tempo  no horário eleitoral,  quase a soma dos de Gustavo Fruet, Rafael Greca e Ratinho Jr. E tem, também, o vice mais competitivo, Rubens Bueno. Mostrou habilidade nas conversações com o líder do PPS, o esperto político que lançou a candidatura da filha Renata para se cacifar melhor. E quando Ney Leprevost abriu uma dissidência,  teve armas e argumentos para segurar o PSD e seus dois minutos que podiam migrar para o perigoso Ratinho Jr. As próximas pesquisas vão mostrar que ele não é mais o patinho feio da terceira posição no grid de largada. Nas últimas horas, provou que é um forte candidato ao pódio. E , como bom político que se revelou,  desempenhou bem o papel do engolidor  de coveiro, além de sapos e lagartos. Agora, aos votos que elegem. O eleitor é o senhor da vitória. E haja festa, como na Imin Matsuri, neste domingo, com direito  ao bolinho da sorte, por via das dúvidas.

 

Vozes dissonantes

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O jogo bruto da política não comporta nem ilusões nem iludidos. Serão doze semanas de guerra e, no caminho, vão ficando os que teimaram acreditar que o que vale sãos propostas e/ou conversa fiada. A administrar Curitiba não é para amadores e inexperientes, alerta Luciano Ducci. Para Beto Richa, a campanha será uma demonstração de força:  a força da nossa militância, a força dos partidos dessa aliança, a força  que levou  à melhor capital do país. Mas, principalmente – ele não disse – a força de duas máquinas formidáveis, estadual e  federal. “Eu não tenho ministro coordenando minha campanha. Eu não tenho governador escolhendo meu vice. Nossa aliança não pensa em 2014. Pensa em cuidar de Curitiba”, retruca Ratinho Jr, um noviço em campanhas majoritárias. Já, tribuno experimentado, Gustavo Fruet ataca o mote da campanha Ducci: “ Coerência? Sai governo, entra governo, estão sempre no mesmo lugar. Coerência, para mim, é saber o limite das concessões. Quando elas vão além, é preciso recomeçar”. Encerradas as convenções, tudo será pau e pedra no meio do caminho, até o último domingo de outubro, com um segundo turno que parece inevitável. Vozes dissonantes formam o coro da democracia. Bem-vindos os desafinados.