O diretor geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, foi chamado às pressas para reunião com a presidente Dilma. Samek tem muito trânsito no Paraguai e conhece muito bem os políticos paraguaios. A reunião no final da tarde foi com ministros para discutir a questão do impeachment do ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo. O Itamaraty deve divulgar uma nota condenando o processo de impedimento de Lugo porque o ex-mandatário não teve amplo direito de defesa. O processo ocorreu em apenas 30 horas. O Brasil é o principal parceiro comercial do Paraguai e cerca de 250 mil brasiguaios dominam extensas lavouras de soja.
O prefeito Luciano Ducci disse que PSB e PSD estarão juntos no governo da capital do Paraná. “Hoje já tivemos o apoio do PT e do PTB e agora do PSD. Amanhã é conformação do apoio do PSL e na próxima semana outros partidos, PSDB, DEM, PRP oficializam a nossa aliança junto com PSB”, disse o prefeito, sem mencionar o PPS de Rubens Bueno, na convenção do PDS, quando Gilberto Kassab ofereceu o nome de Ney Leprevost para vice. “O Ney sabe o quanto eu gosto dele, da parceria que nós temos. Vamos estar juntos e vamos vencer novamente, porque nosso trabalho é de pouca conversa e de muito resultado. Um trabalho forte e sólido desde o início. Em parceria com o Beto no governo do estado, vamos continuar a revolução na cidade, vamos continuar o canteiro de obras”.
O clima na convenção do PMDB era mais para funeral que festa partidária, não fosse o bom humor de um convencional: o que faria um curitibano se encontrasse a mulher com outro na cama? Nada – ele mesmo responde: curitibano não fala com estranho. Nem requianistas com “traidores”. Ao final da contagem de 69 a 39, Roberto Requião via sua liderança reabilitada. Impôs a dupla Rafael Greca/Marinalva da Silva contra seus antigos companheiros que se bandearam para o lado de Beto/Ducci, sob a liderança “da cabeça brilhante de Romanelli: ele é careca”, ironiza Requião no Twitter. De lista e telefone na mão, Lucia Arruda tratava de chamar os convencionais retardatários.
O governador Beto Richa embarca amanhã para Nova Iorque sabendo o fim da novela da vice de Luciano Ducci. Hoje, com dois finais enredados : Com Rubens Bueno, caso seja atendido em todas as exigências impostas para ser o companheiro de chapa e levar os dois minutos do PPS no horário eleitoral. Bueno quer garantir eleição tranquila da filha Renata à deputada federal, reeleição do genro, vereador Juliano Borgheti, manutenção da Urbs e partilhamento de poder na prefeitura e governo. E ser o candidato natural à sucessão de Ducci em 2016. Se perder a eleição, a garantia da candidatura ao Senado, em 2016. O final com Ney Leprevost seria mais tranquilo: Ney quer suceder Ducci em 2016. Prazo para o final da novela ser anunciado: quarta-feira. Rubens Bueno conta a seu favor o discurso anti-petista/corrupção que lhe dá visibilidade nacional e faria contraponto ao de Gustavo Fruet. Ney faria Ducci transitar com mais desenvoltura nas classes A/B e seria o lado jovem de uma campanha em que o novo é credencial. Ambos são bem votados em Curitiba.
