Onde você se enquadra

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O governo de Dilma Rousseff decidiu que, para ser da classe média, a família deve ter renda per capita (renda familiar dividida pelo número de pessoas da família) de R$ 291 a R$ 1.019. A definição foi dada por uma comissão de especialistas formada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. A comissão também dividiu a classe média em três grupos: baixa classe média (renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441), média classe média (entre R$ 441 e R$ 641) e alta classe média (entre R$ 641 e R$ 1.019).

Números para refletir

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Roberto Requião faz na segunda, dia 4, o que seria a última tentativa para unir o PMDB em torno da candidatura de Rafael Greca. Não vai conseguir. O máximo, será um acordo para que o apoio a um candidato no segundo turno seja decidido pelo diretório municipal. Preferencialmente, Luciano Ducci.  Requião terá em mãos um levantamento do FSB de Brasília, onde o PT aparece com 21% da simpatia dos curitibanos, contra uma rejeição de 13%. Em seguida, vem o PMDB com 8 % de aceitação e 7% de rejeição. O PSDB tem rejeição de 7%, e aprovação de 6%. São números que podem levar à reflexão sobre a realidade do momento.

Emoção dos Lemanski

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A viúva de Edmundo Lemanski, dona Maria Elza,  e o filho, Mariano, presidente do Conselho de Administração do Grupo GRPCom, acompanharam emocionados a entrega do CMEI do Xaxim, que leva o nome dele.  Gaúcho, Lemanski veio morar em Curitiba aos 20 anos de idade e estudou Direito na Universidade Federal do Paraná, onde conheceu Francisco Cunha Pereira. Juntos, compraram o jornal Gazeta do Povo em 1962 e formaram o sólido grupo de comunicação paranaense.  “Meu pai falou sempre que trabalhou duro para que nós pudéssemos escolher o que fazer. Estou feliz porque vejo que isso também será oportunizado às crianças desta creche”, afirmou Mariano. Segundo o prefeito Luciano Ducci, o CMEI Edmundo Lemanski  teve aporte de um milhão de reais e outros 14 estão em construção. Ana Amélia Cunha Pereira Filizola, diretora da Gazeta/Tribuna, esteve presente.

Irmãos Almeida

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Ricos herdeiros de Cecilio Rego Almeida se dividem entre Gustavo Fruet e Ratinho Júnior. Político mais experiente, já foi vereador e deputado federal, Marcelo foi pras bandas do PSC, onde é um dos coordenadores junto com Renato Adur. Os dois são egressos do PMDB. Já Ricardo, avesso à política, é executivo das empresas herdadas do pai, dá uma mão forte a Gustavo Fruet. A tia dos dois, a vereadora Nely Almeida, viúva do irmão de Cecílio, o médico Félix de Almeida,  ao que tudo indica, vai de Luciano Ducci, de cuja bancada na Câmara integra.

Custo Curitiba

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Curitiba foi a capital brasileira que apresentou maior aumento nos preços pedidos para aluguel de escritórios de alto padrão entre o primeiro trimestre de 2011 e o mesmo período deste. A cidade paranaense apresentou alta de 39,9% no custo de locação do segmento, segundo estudo da consultoria Cushman & Wakefield. Depois de Curitiba, aparecem São Paulo, Brasília, Vitória. A informação está no Mercado Aberto, de Maria Cristina Frias, da Folha. “Não houve nenhuma entrega com volume significativo neste período e a demanda continua aquecida. A taxa de vacância, no final de 2011, era de 0%, revela Mariana Hanania, gerente da consultoria,

Fruet sem registro

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Por que não os dois – Gustavo Fruet e Ratinho Junior – no segundo turno?” Pragmático como deve ser um dirigente, o questionamento é de Lula sob a pressão dos padrinhos de um e de outro para definir logo seu apoio. Ambos são da base aliada, qualquer que seja o vencedor, Gleisi estaria contemplada em seu projeto de 2014. Provavelmente, nesta quinta, Lula dará sua primeira entrevista depois de operado. Escolheu o programa do Ratinho, seu amigo. Ratinho pai deve voltar a  insistir que Lula não se decida agora, que não venha a Curitiba apoiar Gustavo, como quer o PT local, que fique neutro. Os dois candidatos se alternam no primeiro lugar das pesquisas. O Instituto de Lula não registra a visita de Gustavo Fruet, na última segunda, só a de Pelé, quase no mesmo horário. Na foto, aparece Paulo Bernado sorridente. Ele acompanhou Fruet.

Biruta do Romanelli

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O experiente Luiz Claudio Romanelli indica ventos soprando a favor de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), em Londrina. Segundo ele, a desistência de Luiz Carlos Hauly (PSDB) e o clima de denuncismo que tomou conta da cidade só favorecem o deputado e ex-prefeito. “Incrível, até fisicamente eles estão ficando parecidos”, sugerindo Romanelli (PSDB) uma aliança eleitoralmente respeitável de Cheida e Hauly. A biruta política de Romanelli, que é londrinense e sabe das coisas locais, dá sinais, contudo, de  turbulências enquanto o governador Beto Richa não se definir entre Cheida, que é da bancada aliada, e Marcelo Belinati, do PP.

Gesto insólito

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O que Lula propôs a Gilmar Mendes não é nada escabroso: não foi o ex-presidente que procurou o ministro do Supremo. Foi o fundador do PT, e seu líder maior. E procurou Gilmar para mostrar a conveniência política de se adiar o julgamento do mensalão para após eleições de outubro. Legítima a atitude Lula, que agiu como um ente político. O que se deve desconfiar, desse imbróglio,  é a intenção do ministro falastrão em tornar público detalhes de uma conversa privada. Gilmar Mendes parece não querer desvestir-se de vestal.  E pretender levar o escândalo Demóstenes/Cachoeira/Delta para o desvio das denúncias não apuradas. Não teria sido defesa preventiva para justificar a viagem que  fez a Alemanha com Demóstenes, sob suspeita de patrocinada por Canhoeira?

Encontro de surdos

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Dia quatro agora, Roberto Requião reúne o diretório local do PMDB – menos Rafael Greca – para uma conversa olho no olho sobre a sucessão municipal. Isto é, por que  Greca? Não existe uma única corrente dissidente anti-Greca nem outra pró-Ducci, tem ainda a crescente onda do voto em branco na convenção.  À espreita,  o arqui-inimigo de Requião, o ministro Paulo Paulo. Ele já estaria na torcida de Greca como adversário estratégico para fustigar Luciano Ducci.  A iniciativa do encontro da outra sexta foi de Requião – ele também é capaz de ouvir, percebe-se. É bem verdade que ele sabe de antemão e muito bem o que pensam os insurgentes a Greca. Ninguém acredita que Requião vá rever sua posição. E que só existe uma alternativa para que o PMDB seja único: a retirada do nome de Greca e a escolha de uma nome para vice de Luciano Ducci. Se nada acertado, que venha logo a convenção. Quando antes, melhor, para que cada grupo tome o seu rumo.