Por enquanto, só uma postagem do Luís Claudio Romanelli no Twitter dando conta que a Comissão Executiva do PMDB jogou para a convenção municipal de junho a decisão sobre aliança ou candidatura própria. Aparentemente, um golpe mortal à pretensão de Rafael Greca sair candidato já no encontro do dia 10. Greca não tem mais o apoio dos zonais e antigas lideranças querem aliança com Luciano Ducci já no primeiro turno. Romanelli, que é secretário do Trabalho de Richa, é da turma pró-Ducci. A decisão da Executiva abre as porteiras para negociações, agora às claras, quando admite a possibilidade de alianças. Vice é que não falta.
João Claudio Derosso bem que tentou demover, através de intermediários, a Executiva de expulsá-lo do PSDB. Antes que o pedido de expulsão fosse proposto, na reunião desta noite, chegava a carta de Derosso pedindo a desfiliação. Se prevalecer o acordo de sexta-feira, o partido não vai reivindicar a vaga na Câmara e ele ainda poderá manter os negócios das empresas familiares com a prefeitura, principalmente garantindo uma sobrevida para a Laine. Essa empresa há quatro anos monopolizava coleta de cortes de árvores da zona Sul até que medida judicial mandou a prefeitura fazer nova concorrência. O suplente de Derosso poderá ir à Justiça Eleitoral. Na edição desta terça, a Gazeta publica entrevista com Claudia Queiroz. Nada que ela já não tenha dito.
“Nós precisamos de recursos. Não há milagre para mudar essa dura realidade na segurança publica do estado do Paraná. Ainda estou para ser comunicado oficialmente a decisão do TJ para ver que medidas nos vamos tomar, mas há meios de remanejamento de orçamento para garantir”, quem diz é o governador Beto Richa. Agora, com a palavra o secretário de Segurança: o governo identificará novas fontes de recurso na Secretaria da Fazenda e do Planejamento. “Não haverá nenhum prejuízo”, garantiu Almeida Cesar. Tanto o governador quanto o secretário de segurança, asseguraram na instalação da UP do Parolim que os projetos que o governo pretende desenvolver não serão afetados por causa da perda desta verba, estimada em R$ 350 milhões, por decisão do Tribunal de Justiça. Afinal, cabe a pergunta: se existem outros meios para alavancar recursos para a Segurança, por que o tarifaço do Detran?
Mensagens intimidatórias parecem que não surtiram efeito. Valdir Rossoni não arreda o pé: para ele, a saída de Derosso do PSDB é uma questão de ética. Está no Fabio Campana: “O PSDB-Paraná define hoje à noite o destino do vereador João Cláudio Derosso. “Hoje o partido toma uma decisão: ou o Derosso permanece ou será afastado do partido”, afirmou o presidente em exercício do tucanato paranaense Valdir Rossoni. Para o presidente da Assembleia, que já se manifestou favorável à expulsão de Derosso, não há mais o que discutir: “É uma deliberação necessária, por questões de ética.”
A ex de João Claudio Derosso vai estar na telinha da RPCTV praticamente na mesma hora em que está previsto que ele será expulso do PSDB, hoje. Entrevistada pela Gazeta, Claudia Queiroz antecipou também para o jornal das sete o que seria sua linha de defesa junto ao Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal: a delação premiada. Ela não diz que fará isso, mas tudo indica que sim. Mesmo separados, parece que adotaram um discurso comum. Hoje, pela manhã, João Claudio já alertava que não sairá do PSDB sem atirar como tinha sido combinado na sexta. Expulso, Derosso prometeu ir à Justiça Eleitoral em busca do direito de concorrer à releição. Em seguida, Claudia topa dar entrevista onde não diz tudo o que sabe, mas que sabe. Em termos locais, o casal tem tudo para superar o caso Cachoeira em conteúdo explosivo.
No blog da Joice Hasselmann, leio que “Nedson Micheleti (PT), ex-prefeito de Londrina, teve os direitos políticos suspensos por três anos, após ser condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça (TJ). O ex-secretário de Gestão Pública Gláudio Renato de Lima também foi condenado. O caso se refere a aquisição de equipamentos de informática de determinada empresa, imposta pelo ex-prefeito, em licitação realizada em 2006. Micheleti e De lima foram multados em três vezes o valor dos salários referentes aos cargos ocupados na época“. Mais lenha na fogueira eleitoral de Londrina, em tempo festa junina.
O governador Beto Richa anunciou que o novo chefe da Casa Civil do Estado do Paraná será Luiz Eduardo Sebastiani, atual secretário de Administração e Previdência. Richa confirmou o substituto de Durval Amaral nesta segunda-feira. O novo chefe da Casa Civil é economista graduado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele é servidor público estadual do Ipardes desde 1981. Jorge Sebastião de Bem, atual diretor geral, assumirá interinamente o cargo de secretário de Estado da Administração e Previdência. (AEN)
O governo do Estado abre sua temporada de propaganda. O primeiro anúncio chama a atenção para o programa “Mãe Paranaense”, o “modelo curitibano que deu certo” e que vai ser levado a todo o Paraná. Bandeira de Luciano Ducci, como foi de Beto Richa, o “Mãe Curitibana” já serviu de mote para a campanha presidencial de José Serra: o “Mãe Brasileira”. A campanha chega disputando o congestionado espaço de mensagens alusivas ao “Dia das Mães”, domingo. Como coração de mãe sempre tem lugar para todos, até o Rafael Greca explora o bem sucedido programa de apoio às gestantes, chamando para si sua criação quando prefeito.
João Claudio Derosso joga para a plateia ou voltou atrás no acordo para deixar o PSDB em silêncio. Denúncia é uma coisa, comprovação é que são elas, diz. Derosso alega, agora, que nem sequer foi convocado para fazer sua defesa e que vai à Justiça Eleitoral defender o direito de concorrer à reeleição. Em declaração ao blog da Roseli Abrão, o ex-presidente da Câmara diz que quer ser o mais votado dos vereadores nas eleições de outubro. O PSDB tem reunião marcada para as 19 horas de hoje quando, segundo o presidente do partido, deputado Valdir Rossoni, será proposto o “afastamento sumário” do vereador. Derosso disse que não foi convocado para a reunião e espera que o PSDB abra “amplo direito de defesa”.
Lauro Jardim/Radar Veja
Quando Lula tentou mudar as regras da poupança em 2009, tributando cadernetas com depósitos acima de 50 000 reais, a oposição organizou um levante no Congresso. DEM, PSDB e PPS criaram uma frente parlamentar e acusaram o governo de ter “quebrado a confiança” que os brasileiros depositaram no investimento e anunciaram que recorreriam ao STF, se fosse preciso, para barrar o projeto de lei com as mudanças — e Lula, na época, recuou. O que aconteceu com a oposição, que agora segue silenciosa diante das medidas anunciadas por Dilma Rousseff? Além do evidente enfraquecimento dos oposicionistas, que já não falam grosso como antigamente, um graúdo dirigente tucano admite que ficou complicado bater em uma proposta do governo que tem como pano de fundo a redução dos juros e o cerco ao lucro dos bancos. O PSDB, por exemplo, colocou especialistas para analisar os impactos das mudanças apresentadas por Dilma e só planeja exibir um discurso partidário sobre o assunto nesta semana. Diz o mesmo integrante da cúpula tucana:
- Se essas medidas forem para valer, nós vamos ter que repensar melhor o nosso discurso.